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Das mudanças prometidas, transformações não ocorridas, e família reunida.

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lagartoNão é nenhuma novidade para ninguém aqui no Brasil que período eleitoral é, inclusive e sobretudo,  tempo também de surgir, aos montes, hipócritas  e falsos moralistas sobre palanques e em canais midiáticos fazendo, quase sempre, ataques pessoais a seus adversários e/ou promessas mentirosas e utópicas que, infelizmente, o desejo e a necessidade de transformação da realidade  socioeconômica dos cidadãos lhes fazem nelas crer.

Em nossa cidade, Lagarto, não é diferente. A propósito, politicagem é um produto que se consome demasiadamente entre os papa-jacas.

Durante o período eleitoral de 2008, o então candidato a prefeito, Valmir Monteiro, valendo-se essencialmente de fortes acusações, tráfico de influência, incompetência administrativa... Enfim, de uma gama de ardis artifícios eleitoreiros contra o seu principal grupo adversário, alicerçou sua proposta de mudança futura e ganhou a confiança da maioria do eleitorado sob os falaciosos pilares de mudança radical.

Assim, livre de qualquer cegueira corpóreo-partidarista, a partir de um ponto de enunciação político, no sentido mais original e estrito da palavra, proponho nestas linhas fazermos juntos uma dedetização das informações que, partidas de pontos de vistas tendenciosamente sobrecomuns, são corriqueiramente veiculadas a fim de constituir uma falsa impressão da realidade lagartense.

Desse modo, façamo-la por parte e isoladamente:

* "Prouni Municipal" - Inicialmente gostaria de propor a mudança de nomenclatura, posto que o rótulo diz muito sobre o rotulado e, então, nesse caso, mais adequado seria a denominação REUNI, haja vista que tal programa serve também para reunir os Monteiros, agregados, e apadrinhados numa sala de universidade na condição de bolsistas. Não me deixam mentir as matrículas de secretária de gabinete, irmã, filho, sobrinha e cunhado em cursos de ensino superior cujo vínculo se dá por meio das mesmas bolsas ofertadas no programa. Ou seja, aqui em Lagarto, o Prouni, reuni!

* "Bolsa-família Municipal" - Durante campanha, a afirmação de implementação desse programa fundava-se principalmente em que a então administração custeava 500 funcionários inoperantes, que recebiam seus salários em suas casas. Em linguagem lagartense, "mamateiros".

Gritava-se aos sete ventos que imediatamente essa quantidade de mamateiros transformar-se-ia em 5.000 famílias carentes assistidas com benefícios pecuniários. O fato é que somente depois de mais de um ano é que o programa foi criado e, segundo as informações de porta-vozes oficiais, atendem hoje a somente 500 famílias. Ficam, pois, duas perguntas: que (ais) família (s) estava (m) sendo atendida (s) durante o período em que o programa não foi implementado? E que (ais) família (s) está (ão) sendo atendida (s) com as 4500 bolsas restantes. Porque a subtração é fácil: 5000 (cinco mil) prometidas menos 500 (quinhentas) ofertadas, sobram 4500 (quatro mil e quinhentas); agora consideradas procuradas.

Se as perguntas não tiverem respostas, então o atual prefeito caluniou em campanha. Mas se realmente essas bolsas existirem, a sociedade precisa saber onde estão.

Além de tudo, bolsa-família remedia mas não cura. Acorrenta almas e não liberta o homem e encarcera a liberdade de expressão. Mantém a situação e não transforma a vida! O ser humano precisa de ensino de qualidade e oportunidade de emprego, porque a Educação liberta e o trabalho dignifica.

* "Concurso Público" - Muito se houve sobre a dita reforma administrativa oportunizada através do concurso público do nosso município e a 'independência financeira' daqueles que obtiveram êxito na seleção, e essas declarações estão quase sempre associadas a uma suposta predisposição e boa vontade do gestor municipal em realizar tal certame, contudo, não tivéssemos um Ministério Público atuante como temos, ainda hoje estaríamos esperando por oportunidade de trabalho.

Em reunião, no dia 31 de agosto de 2010, o Promotor de Justiça Carlos Henrique, o então Secretário de Administração, Ismar Viana, o Procurador Geral do Município, Agenor, e o Prefeito Municipal, Valmir Monteiro, assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) no qual o prefeito se comprometia em, dentro do cronograma estabelecido, realizar, dentre outras tarefas, o concurso público a fim de substituir os contratados irregulares por profissionais legitimados. Mas ainda assim, mesmo tendo o gestor assinado documento perante o Ministério público (MP) prometendo cumprir com o estabelecido, não cumpriu com o compromisso e, então, o MP teve de ajuizar ação civil pública contra a pessoa do prefeito, sob pena pessoal e diária de 5000 reais caso houvesse novo descumprimento do determinado.

Em simples resumo, o concurso público de Lagarto e a independência financeira dos aprovados, que tanto se propala em cada oportunidade tida, só foi possível graças à atuação conjunta do MP estadual e da Justiça.

Enfim, não nos apeguemos a toda forma de informação que nos chega. Tentemos verificar de que sujeito é que elas emanam. As pessoas ocupam posições sociopolíticas e precisam defender interesses. Fiquemos atentos! Temos de nos desacorrentar de toda e qualquer forma de assujeitamento!

Este ano temos eleições, e, portanto, fortaleçamo-nos!

Por Uiliam Souza

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