
No Brasil, o sedentarismo é um problema que vem assumindo grande importância. As pesquisas mostram que a população atual gasta bem menos calorias por dia, do que gastava há 100 anos, o que explica porque o sedentarismo afetaria aproximadamente 70% da população brasileira, mais do que a obesidade, a hipertensão, o tabagismo, o diabetes e o colesterol alto. O estilo de vida atual pode ser responsabilizado por 54% do risco de morte por infarto e por 50% do risco de morte por derrame cerebral, as principais causas de morte em nosso país.
A prática regular de exercícios físicos acompanha-se de benefícios que se manifestam sob todos os aspectos do organismo. Do ponto de vista músculo-esquelético, auxilia na melhora da força e do tônus muscular e da flexibilidade, fortalecimento dos ossos e das articulações. No caso de crianças, pode ajudar no desenvolvimento das habilidades psicomotoras. Com relação à saúde física, observamos perda de peso e da porcentagem de gordura corporal, redução da pressão arterial em repouso, melhora do diabetes, diminuição do colesterol total e aumento do HDL-colesterol. Todos esses benefícios auxiliam na prevenção e no controle de doenças, sendo importantes para a redução da mortalidade associada a elas.
O ser humano que deixa de ser sedentário e passa a ser um pouco mais ativo diminui o risco de morte por doenças do coração. Isso mostra que uma pequena mudança nos hábitos de vida é capaz de provocar uma grande melhora na saúde e na qualidade de vida.
O resultado disso é que temos adultos que aprenderam a ler e escrever, fazer cálculos e que morrem em decorrência de doenças agravadas pelo sedentarismo ou pela prática indevida de atividades físicas para as quais não estaria apto.
É urgente valorizarmos a educação física e o profissional responsável por ela, assim, quem sabe diminuiremos as filas nos hospitais e os gastos com medicamentos para o controle da hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares.
Parabéns Rodrigo é preciso agir, pois só se indignar não é o bastante. Sucesso meu amigo